INFLUÊNCIA DO TREINO DE MARCHA EM ESTEIRA ASSOCIADO À ELETROESTIMULAÇÃO POR WALKAIDE EM PACIENTES PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO – ESTUDO PILOTO

  • Vanderlei dos Santos Lutz
  • Luane Pivetta Brambilla
  • Renata D'Agostini Nicolini-Panisson Centro Universitário da Serra Gaúcha/ Professora Doutora Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Reabilitação
  • Lidiane Barazzetti

Resumo

INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Encefálico (AVE), segundo o Ministério da Saúde, é definido como uma síndrome clínica, com desenvolvimento rápido de sinais e distúrbios da função cerebral, sendo uma patologia de origem vascular e com prevalência de sintomas superior a 24 horas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020). Muitas tecnologias tem surgido para auxiliar a marcha de indivíduos acometidos pelo AVE. O Walkaide é caracterizado por ser um equipamento de estimulação elétrica funcional, projetado especificamente para promover efetiva e confortável contração transcutânea do músculo Tibial Anterior, melhorando o movimento de dorsiflexão de tornozelo durante a marcha. Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a influência do treino de marcha em esteira em pacientes pós acidente vascular encefálico associado à eletroestimulação por WalkAide, no movimento de dorsiflexão durante a marcha, tônus muscular, equilíbrio, risco de queda e recuperação motora. MATERIAL E MÉTODOS: Pesquisa de caráter descritivo, comparativo e correlacional, tratando-se de um estudo piloto. Participou da amostra um indivíduo do sexo feminino que foi submetida a uma avaliação da goniometria de dorsiflexão do membro inferior acometido, às Escalas de Equilíbrio de Berg, Functional Gait Assessment, Avaliação Motora de Rivermead e biofotogrametria digital, visando as variáveis amplitude de movimento passiva, equilíbrio, risco de queda, recuperação motora e amplitude de movimento de dorsiflexão durante as subfases de contato inicial e apoio médio da marcha, respectivamente. Foram realizadas três sessões por semana previstas em um protocolo de 10 intervenções abrangendo, em cada uma, a verificação dos sinais vitais, o treino de deambulação na esteira associado ao Walkaide e a filmagem da marcha pré e pós intervenção. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Observou-se uma melhora nos escores após a intervenção, porém não se evidenciou uma melhora estatisticamente significativa entre as angulações de dorsiflexão pré e pós-intervenção na biofotogrametria computadorizada. Estudos comprovam a eficácia da Estimulação Elétrica Funcional para o aumento da amplitude de movimento de tornozelo, tendo um ganho significativo na movimentação ativa e passiva de dorsiflexão em indivíduos hemiparéticos, melhorando, assim, a deambulação (CRUZ et al., 2016; MARTINS et al., 2004). CONCLUSÃO: Conclui-se que a intervenção foi benéfica para a paciente, com melhora na amplitude de movimento de dorsiflexão na marcha, no equilíbrio, risco de queda e na recuperação motora e qualidade da marcha da paciente. Ainda se sugere que estudos aprofundados sejam realizados, visando melhores possibilidades de análises estatística e realizando um comparativo com outras formas de tratamento para o Acidente Vascular Encefálico.

Publicado
2022-07-11
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido