AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS DE VITAMINA D E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA RELACIONADOS À OSTEOPOROSE ENTRE NEGROS E BRANCOS

  • Hingrid Fernandes FSG
  • Bruna Soares Kühnel FSG
  • Mauricio Sprenger Bassuino

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO: A vitamina D é uma importante substância para a absorção do cálcio pelos ossos e sua síntese ocorre a partir da exposição solar e alimentação. A hipovitaminose D aumenta a probabilidade do desenvolvimento de osteoporose, doença que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea. Pessoas com maior pigmentação cutânea necessitam maior tempo de exposição solar do que pessoas de peles mais claras, podendo aumentar o risco de osteoporose, que é a principal causa de internações hospitalares. Este estudo tem como objetivo identificar na literatura os níveis de vitamina D e a possível perda da densidade mineral óssea (DMO) entre negros e brancos. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma busca baseada nos artigos do PubMed e SciELO utilizando os seguintes descritores: vitamin D, 25(OH)D, skin pigmentation, osteoporosis e BMD e seus análogos em português, sendo considerados artigos de 2015 a 2021 na Língua Inglesa e Portuguesa. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Aplicando essa estratégia de busca, foram encontrados 35 artigos, após a avaliação do título foram excluídos 27 e o restante avaliados quanto ao resumo. Foram identificados 6 artigos que respeitaram os critérios de inclusão e exclusão em que foram realizadas avaliações com relação à idade, sexo, níveis de vitamina D e DMO. Desses, 5 artigos relacionaram que, apesar das pessoas afro-americanas terem níveis de 25(OH)D mais baixos, possuem maior resistência óssea, e que manter os níveis de vitamina D acima de 30 ng/ml não é eficiente para evitar a perda óssea. Entre esses 5 artigos, 1 deles relatou que os negros são capazes de manter os níveis séricos saudáveis de 1,25 (OH)D apesar de níveis de deficiência de vitamina D e 1 artigo relatou que a suplementação de vitamina d em afro-americanos idosos reduz a perda óssea e melhora o desempenho físico. 1 artigo relatou que a deficiência de vitamina D em mulheres Somalis que vivem na Suécia foi maior do que em afro-americanas e americanas brancas e menor DMO devido à maior latitude do país e tempo de imigração e a suplementação deve ser considerada para prevenir futuras fraturas. CONCLUSÃO: Foi possível verificar que, apesar de negros possuírem menores níveis de 25(OH)D, possuem maior resistência óssea e menores riscos de fraturas e menor taxa de internações decorrentes da osteoporose do que brancos e suponha-se que seja devido aos níveis de 1,25(OH)D mais elevados e melhor desenvoltura mecânica.

 

Publicado
2022-07-11
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido