TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO

TRABALHO MULTIPROFISSIONAL

  • Fabiana Barreiros Nunes Teixeira FSG Centro Universitário
  • Fabiane de Oliveira de Jesus FSG Centro Universitário
  • Felipe Guedes Antonello FSG Centro Universitário
  • Fernanda Born Bartz FSG Centro Universitário
  • Joana Garbin dos Santos FSG Centro Universitário
  • Amanda Mello FSG Centro Universitário
  • Joana Zanotti FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO: Uma equipe multidisciplinar é a junção de diferentes categorias profissionais que se interrelacionam de maneira independente em prol de um paciente, sendo assim, há expectativas de que profissionais da saúde consigam ultrapassar o desempenho técnico e metodológico baseado em uma única especialização (TONETTO; GOMES, 2008). O paciente que necessita de cuidados específicos pós-internação de longa permanência ou vítima de sequelas incapacitantes deverá ter uma abordagem multidisciplinar que poderá ser prestada em domicílio, a fim de proporcionar um perfil diferenciado com melhoria da qualidade de vida e ainda atuando com papel humanizador, respeitando o indivíduo independente de suas deficiências e limitações, além de compreender as suas necessidades, tanto em questões saúde-doença, como também no processo emocional. Estudos apontam a lesão por pressão (LPP) como sendo uma das principais consequências das patologias crônicas e debilitantes, estando associada a redução da expectativa de vida (LEMOS; BARROS, 2012).MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada busca em banco de dados online: Scielo e Google Acadêmico, através dos termos “lesão por pressão”, “prevenção de lesões por pressão”, “equipe multiprofissional no tratamento de lesões por pressão”,no idioma portugês, entre os  anos de 2006  a 2021. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Em 10 hospitais dos Estados Unidos 636 pacientes foram submetidos a intervenções cirúrgicas, e mais da metade deles apresentavam alguma comorbidade, aumentando o risco de desenvolvimento de LPP decorrente do procedimento cirúrgico, com predomínio de pacientes com anestesia geral e tempo médio de permanecia em sala operatória de 3h50m (SARAIVA et al., 2014). A escala conhecida como ELPO, instrumento para avaliar o risco de desenvolvimento de uma lesão decorrente do posicionamento cirúrgico em pacientes adultos, foi realizada no período intraoperatório e reaplicada a cada mudança de posicionamento (BUSO, et al., 2021). Segundo a ELPO, 90 pacientes apresentaram 137 LPP decorrentes do posicionamento no pós-operatório, e destas, 121 foram imediatas. Ainda segundo a ELPO, a ocorrência de LPP foi maior nos pacientes de maior risco (LANDI et al., 2013). Em algumas pesquisas epidemiológicas, relatam-se, em média, 10% a 69% de incidência de LPP em pacientes críticos. Em um estudo realizado em um hospital na China, a incidência de surgimento de LLP em pacientes internados é de 0,63%, o mesmo estudo compara dados europeus, os quais se apresentam incidência de 13,27% (LANDI et al., 2013). Neste cenário, a equipe de enfermagem, juntamente com os demais profissionais da saúde, possui um papel crítico na identificação de LPP no período pós-operatório (DE MORAES LOPES, 2016). Os profissionais são responsáveis pelo cuidado, planejamento e implementação de ações que podem promover a segurança e melhoria dos pacientes, como mudança de decúbito, boa nutrição e hidratação (SARAIVA et al., 2014). Como prevenção, os cuidados com a pele abrangem o uso de cremes, gestão da incontinência com uso de produtos de barreira, exame frequente e ações que devem ser evitadas, como massagens e uso de dispositivos em forma de anel e/ou luvas com água (SARAIVA et al., 2014). O nutricionista deverá realizar avaliação do estado nutricional na admissão do paciente, devendo elaborar um plano de cuidados com a finalidade de corrigir eventuais deficiências nutricionais, além de oportunizar o fornecimento de uma ingestão energética individualizada com base na condição de saúde e no nível de atividade subjacente (TEIXEIRA L et al., 2014). Sobre as percepções e expectativas na utilização da Escala de Bradem na atenção primária à saúde (APS) os enfermeiros consideraram como uma ferramenta útil e norteadora para a prática clínica, ratificado por estudos que concluem que a utilização de instrumentos de avaliação são ferramentas valiosas para predizer o surgimento da lesão por pressão, inclusive no âmbito domiciliar. A utilização desta Escala pode se tornar um grande aliado do enfermeiro para aumentar a qualidade do serviço proporcionado à pessoa com lesão por pressão, pois permite conhecer o seu perfil e direciona a sistematização do cuidado (HAESLER, 2014). CONCLUSÃO: Nos dias atuais, percebe-se a importância cada vez maior da equipe multiprofissional para que se promova a saúde do paciente, evitando, assim, as lesões por pressão.

Biografia do Autor

Joana Zanotti, FSG

Nutricionista. Especialista em Clínica e Terapêutica Nutricional. Mestra em Ciências Médicas

Publicado
2022-07-12
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido