AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO DE USUÁRIOS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE AÚDE DE CAXIAS DO SUL ATENDIDOS POR ACADÊMICOS DE NUTRIÇÃO

  • Ana Lúcia Hoefel Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Eduarda Ferrarini
  • Valéria Scapinelli

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O sono desempenha importante papel na saúde física, mental e psicológica dos indivíduos. Um bom sono não apenas melhora a saúde física, mental e funcional diária de uma pessoa, mas também melhora o nível de qualidade de vida. A privação crônica do sono, que pode ser representada por um sono de má qualidade, pode aumentar o risco de doenças como doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e disfunções cognitivas e emocionais, além de ter relação com ansiedade. Um bom sono não apenas melhora a saúde física, mental e funcional diária de uma pessoa, mas também melhora o nível de qualidade de vida. A privação crônica do sono, que pode ser representada por um sono de má qualidade, pode aumentar o risco de doenças como doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e disfunções cognitivas e emocionais, além de ter relação com ansiedade. (Chen et al., 2023). A redução do tempo e da qualidade do sono tem-se mostrado um fator de risco para obesidade e diabetes, pois afetam diretamente os hormônios que regulam o centro de controle do apetite, como a leptina e a grelina, resultando, assim, no aumento da fome e na seleção de alimentos ricos em caloria. (BARROS et al., 2019). Diante disso o objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade do sono entre usuários atendidos pelos estagiários do curso de Nutrição em uma Unidade Básica de Saúde. MATERIAL E MÉTODOS: A qualidade do sono foi avaliada através do mini questionário do sono, traduzida e validade no Brasil por Falavigna et al., (FALAVIGNA et al., 2011; NATALE et al., 2014), o qual é composto por 10 questões e avalia os aspectos relacionados ao padrão de sono, bem como a frequência com que tais aspectos ocorrem. O escore total da escala pode variar de 0 a 60, e permite a classificação do padrão de sono em escores de pontuação. Sono muito bom (0 a 9 pontos), sono bom (10 a 24), sono levemente alterado (25 a 27), sono moderadamente alterado (28 a 30), e sono muito alterado (acima de 30). RESULTADOS E DISCUSSÕES: O questionário foi aplicado em 12 usuários da Unidade Básica de Saúde que estiveram em consulta para acompanhamento nutricional. Os usuários tinham idade média de 44 anos e a maioria (58%) era sexo feminino. Com relação à qualidade do sono, 42% teve classificação de sono ‘bom’, 17% com ‘sono levemente alterado’, 8% com o sono ‘moderadamente alterado’ e 33% da amostra foi classificada como ‘sono muito alterado’. Da mesma forma, o estudo realizado por Simões et al., também entre usuários de Unidade Básica de Saúde e avaliando a qualidade do sono por outro instrumento encontrou 57,4% de prevalência de sono ruim, com a maioria (64,2%) dos participantes sendo mulheres  (SIMÕES et al., 2019). Ainda, no presente estudo, chama a atenção que, 25% dos entrevistados referiram que as vezes ao acordar, ainda se sentem cansados, mesmo percentual de usuários que referem usar medicação para dormir e 34% as vezes possuem o sono agitado. O estudo de Oliveira et al., realizado com idosos também apontou que 41,1% da amostra referiu ‘sempre’ para acordar e voltar a dormir, 19,6% para uso de medicamentos para dormir e 18,4% para dificuldade para adormecer. (OLIVEIRA et al., 2010) CONCLUSÃO: O presente trabalho tem como limitação o pequeno número amostral, mas, por outro lado, traz informações relevantes sobre qualidade do sono entre usuários da Atenção Básica à Saúde, onde, 58% dos indivíduos apresentam alguma alteração no sono, o que pode afetar a adesão ao aconselhamento nutricional e resultar em outros problemas relacionados a saúde. 

Publicado
2023-08-04
Seção
FSG Caxias do Sul - Saúde Pública