AÇÕES DE PREVENÇÃO PRIMÁRIA PARA O CÂNCER DE PELE E SEUS IMPACTOS NO CONTEXTO SOCIOAMBIENTAL

  • Laura Andrighetti
  • Luma Nascimento Da Silva
  • Camila Neves Da Silva
  • Julia Boldt Garcia
  • Yasmin Schmidt De Lima
  • Andressa Alves De Souza
  • Érica Bortolozzo
  • Larissa Fernandes
  • Janaina Baptista Machado

Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer de pele é uma doença pertencente ao grupo das neoplasias malignas. As causas para o desenvolvimento do câncer de pele são variadas, e podemos destacar como uma delas a exposição à radiação ultravioleta (RUV) (LEWIS et al., 2013). A RUV quando em contato com a pele, é absorvida por diversos cromóforos do sistema tegumentar, desencadeando processos como mutações no DNA nuclear e mitocondrial, acarretando na patogênese do câncer de pele (IMANICHI et al., 2017). No Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 220.490, o que corresponde a um risco estimado de 101,95 por 100 mil habitantes, sendo 101.920 em homens e 118.570 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 96,44 casos novos a cada 100 mil homens e 107,21 a cada 100 mil mulheres. Os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam o câncer de pele como o câncer mais incidente no Brasil (INCA, 2022). Dada a magnitude epidêmica da doença, faz-se necessário investir em estratégias de prevenção primária. As ações de prevenção primária podem ser categorizadas em ações de proteção específicas, quando incluem medidas para impedir o aparecimento de uma determinada doença, através da diminuição da exposição a agentes carcinogênicos; e ações de promoção da saúde quando objetivam orientar sobre mudanças de comportamento (WOBETO, 2013). As orientações dadas por profissionais de saúde para difundir ações de prevenção primária do câncer de pele, relacionadas com o conceito de proteção específica, pode-se orientar quanto ao uso e impactos do protetor solar, visando a promoção da saúde, e visando a mudança de comportamento, destaca-se o incentivo ao plantio de árvores para aumento de áreas de sombreamento, em lugares estratégicos (HATMAKER, 2003). Diante disso, o estudo possui a seguinte questão de pesquisa: qual a interface das ações de prevenção primária para o câncer de pele acerca das orientações do uso do protetor solar e do plantio de árvores, com o contexto socioambiental.  MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, o qual utilizou a base de dados Google Acadêmico, realizando uma busca livre com o uso das palavras chaves: tipos de protetor solar, estratégias ambientais de fotoproteção; no período de maio de 2023.O estudo teve como objetivo analisar qual a interface entre as estratégias de prevenção primária (uso de protetor solar e plantio de árvores) com o contexto socioambiental. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Para responder à questão de pesquisa, faz-se necessário trazer uma definição sobre o conceito socioambiental. A definição de socioambiental refere-se de modo geral à responsabilidade dos indivíduos por suas ações que afetam o ambiente (BRASIL, 2023). Dado o conceito anterior, podemos afirmar que a orientações de prevenção primária do câncer de pele, acerca do uso de protetor solar, corroboram com a preservação da vida marinha quando a população é orientada sobre o risco ambiental ao adquirir protetores solares que possuem em sua formulação os compostos como oxybenzona, enzacamene, benzophenona-4, octinoxato, nano óxido de zinco, nano dióxido de titânio, benzophenona-8, entre outros, pois estes causam os seguintes danos: impedimento do crescimento e fotossíntese de algas verdes; branqueamento e morte dos corais; deformações em filhotes de mexilhões; dano no sistema imunológico e deformações nos ouriços do mar; redução da fertilidade de peixes, e outros (MARQUES, 2021). Em relação às orientações acerca da mudança de comportamento, visando o plantio de árvores é importante a conscientizar a população de que a radiação solar que penetra na copa das árvores é capaz de absorver até 90% da RUV em um dia de céu limpo, e de 20 a 50% da radiação difusa em dia nublado. Além disso, as áreas sombreadas são capazes de amenizar o desconforto térmico, devido a sua capacidade de absorver a RUV e revertê-la em água para a atmosfera circundante por evapotranspiração (SOUZA et al., 2004; SILVA; PIMENTEL, 2019). CONCLUSÃO: Conclui-se que as ações de prevenção primária para o câncer de pele, acerca das orientações do uso do protetor e do plantio de árvores possuem impactos diretos no contexto socioambiental relacionados a preservação da vida marinha, aumento do sombreamento natural, e diminuição do desconforto térmico em altas temperaturas. 
Publicado
2023-08-04
Seção
FSG Caxias do Sul - Saúde Pública